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sexta-feira, 24 de abril de 2026

EXCLUSIVO: Perícia revela que carreta que explodiu na Dutra estava a 124 km/h; Tragédia era anunciada!

.   Perícia diz que carreta estava a 124km

Por: Adeilson Oliveira
Como eu já vinha alertando aqui no Palanque de Adeilson no início deste mês, a situação das rodovias que cortam o Sul Fluminense e a Costa Verde atingiu o limite da insustentabilidade. O que chamamos de "Nó Cego" — aquele contraste revoltante entre lucros bilionários da concessionária e crateras na pista — infelizmente cobrou o seu preço mais alto no último domingo (19), em Barra Mansa.

.   Explosão com recuperação da imagem 

Velocidade e Despreparo: Os Números da Tragédia
Novos dados da perícia indicam que a carreta que explodiu no km 273 estava a pelo menos 124 km/h em um trecho de 80 km/h. Mais do que um erro individual, os registros mostram que o veículo já acumulava multas por excesso de velocidade apenas 16 dias antes do acidente.

Mas a pergunta que não quer calar, e que sempre reforçamos aqui, é: onde está a fiscalização efetiva? Não adianta cobrar pedágios caros se o controle sobre cargas perigosas e a manutenção das vias não acompanham o faturamento.
O Elo com as Nossas Denúncias Anteriores
Recentemente, mostramos aqui no blog o grito de socorro de prefeitos e vereadores da nossa região. O prefeito de Porto Real, Alexandre Serfiotes, e o vereador Chapinha, de Angra, já haviam denunciado que o mato alto e os buracos estavam matando gente.

Este acidente em Barra Mansa reforça dois pontos críticos que discutimos no post "O Nó Cego":
O Impasse Jurídico: Enquanto as prefeituras ficam de mãos atadas para intervir, o descaso na manutenção (como o asfalto precário que pode contribuir para a perda de controle) continua tirando vidas.

A Falha no Treinamento: Especialistas apontam que a nova Resolução 1020/25 do Contran, que afrouxou a reciclagem para motoristas de produtos perigosos, é um combustível extra para essas tragédias.

O Lucro que Custa Vidas
Enquanto a concessionária foca em lucros líquidos na casa dos bilhões e em obras de grande visibilidade, o motorista do dia a dia — que sai de Resende, Porto Real ou Barra Mansa — enfrenta o medo. A explosão que atingiu pessoas a centenas de metros de distância e destruiu parte do Posto Sol da Dutra é o capítulo mais triste desse "nó" que a ANTT precisa desatar urgentemente.

Não podemos aceitar que nossas rodovias continuem sendo caminhos de morte. A pressão que iniciamos aqui no blog contra o descaso na Dutra e na Rio-Santos continuará, agora com ainda mais força.

E você, leitor? Já presenciou situações de risco nesse trecho de Barra Mansa? Deixe seu relato nos comentários.