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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Do Ouro Negro ao Antigo Cativeiro — Dois Governantes, Dois Impérios, uma História de Soberania Roubada

Em dois momentos históricos separados por milênios, encontramos uma profunda e simbólica conexão entre a ganância dos impérios e a resistência de líderes que se recusaram a entregar os recursos e a dignidade de seus povos.

No século VI a.C., o rei **Zedequias — o último rei de Judá — foi colocado no trono por Nabucodonosor II, poderoso rei da Babilônia. No entanto, quando Zedequias tentou resistir à autoridade babilônica, Jerusalém foi sitiada, o Templo foi destruído e Zedequias foi capturado. Ele viu seus próprios filhos serem mortos diante de seus olhos, teve seus olhos perfurados e foi levado em cativeiro para a Babilônia — um ato que simbolizou a derrota completa de sua nação e a perda de sua soberania. 

Esse episódio, registrado na história bíblica, não é só um relato religioso, mas um símbolo de como potências estrangeiras sempre perseguiram a riqueza e o controle de outros 

 Século XXI: A Luta pelo “Ouro Negro

Nos nossos dias, outra narrativa semelhante vem sendo contada com protagonista moderno. A Venezuela, detentora de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, tornou-se palco de um gigantesco embate geopolítico no início de 2026.

Em uma operação militar, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças armadas dos Estados Unidos e levado para julgamento em solo norte-americano. Isso gerou forte condenação por parte do governo venezuelano e aliados regionais, que classificaram o ato como um “sequestro” e agressão à soberania.

Donald Trump, que liderou a intervenção, deixou claro que parte da estratégia envolvia envolver fortemente os Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano — um movimento descrito tanto nos meios internacionais quanto nos canais oficiais.

Justamente como no passado quando Nabucodonosor cobiçava os tesouros de Jerusalém, hoje o “ouro negro” — o petróleo venezuelano — tem sido um fator central dessa disputa moderna. Enquanto Zedequias se recusou a submeter sua terra à Babilônia, Maduro também se apresentou como um líder que defendia os recursos nacionais contra pressões externas — inclusive contra tentativas de tomar o controle do petróleo.

🧠 Soberania, Resistência e Memória

A história nos ensina que impérios sempre buscaram controlar aquilo que consideram recursos estratégicos — sejam metais preciosos ou petróleo. Na narrativa bíblica, Nabucodonosor tomou a riqueza e o povo de Jerusalém; na realidade moderna, acusações de controle de recursos energéticos e de intervenção continuam colidindo.
Para muitos venezuelanos e observadores internacionais, o episódio de 2026 representa não apenas uma disputa judicial ou militar, mas um desafio à soberania de uma nação que, como Judá há séculos atrás, se viu diante de uma potência disposta a tomar o que considera vital à sua própria prosperidade.