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sábado, 31 de janeiro de 2026

O Mundo Sem ONU: Quem Vai Avisar da Próxima Pandemia? Quem Vai Socorrer os Países?

ONU à Beira do Colapso: O Que Acontece com a Saúde, a Paz e as Cidades Pequenas?
Não é ficção. Não é exagero. Não é teoria da conspiração.

A Organização das Nações Unidas (ONU) vive hoje a maior crise financeira e política de sua história. E, se esse sistema falhar, o mundo inteiro vai sentir primeiro — principalmente os mais pobres, as cidades pequenas e os países em desenvolvimento.

A pergunta que precisa ser feita, com toda a seriedade, é simples e assustadora:

👉 quem vai coordenar o mundo quando a próxima grande crise chegar?

🚨 A ONU está quebrando?

A ONU não “acabou” oficialmente, mas enfrenta um risco real de colapso operacional. Falta dinheiro, falta consenso político e falta liderança global capaz de unir os países em torno de soluções coletivas.
Milhares de milhões de dólares em contribuições obrigatórias não foram pagos por países-membros. Sem esse dinheiro, a ONU começa a atrasar programas, cortar projetos e reduzir sua capacidade de agir.

👉 Uma organização global sem caixa não consegue prevenir guerras, responder a pandemias nem apoiar países em crise.

🌍 O papel dos Estados Unidos e a pressão para enfraquecer a ONU

Os Estados Unidos, historicamente o maior financiador da ONU, vêm reduzindo apoio financeiro e político. Esse movimento se intensificou com Donald Trump, que sempre declarou abertamente sua rejeição ao multilateralismo.
Trump defende que os EUA não devem sustentar organismos internacionais e já sinalizou interesse em criar estruturas alternativas, controladas apenas por um grupo restrito de países aliados.

O problema é simples e perigoso:

👉 não existe hoje nenhuma outra organização capaz de substituir a ONU em escala global.

Enfraquecer a ONU sem colocar nada funcional no lugar é abrir um vazio. E vazios globais nunca ficam vazios por muito tempo — eles são ocupados por conflitos, crises e caos.

🦠 E a OMS? Quem vai avisar o mundo?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma das maiores vítimas desse processo.

Foi a OMS que:

Alertou o mundo sobre a COVID-19
Coordenou respostas a epidemias como Ebola e gripe aviária

Monitorou variantes e riscos globais à saúde
Sem uma OMS forte:

Países pobres ficam sem alerta antecipado
Sistemas de saúde colapsam antes de reagir
Doenças atravessam fronteiras sem controle
Vírus não pedem visto, não respeitam ideologia e não escolhem país rico ou pobre.

👉 Sem coordenação global, todos ficam vulneráveis.

⚔️ E a paz mundial?

A ONU também atua como mediadora de conflitos. Quando ela enfraquece:
Guerras regionais tendem a escalar
Falta um árbitro reconhecido
Prevalece a lei do mais forte
Isso significa mais refugiados, mais instabilidade econômica e mais crises humanitárias.

🏙️ O impacto invisível: cidades pequenas e o interior

Esse é o ponto que quase ninguém explica.
A ONU não atua só em guerras e grandes crises. Ela está presente, direta ou indiretamente, em:

Projetos sociais
Programas de saúde
Apoio ambiental
Turismo sustentável
Desenvolvimento local
Parcerias com estados, municípios e ONGs
Em regiões como:
Itatiaia
Resende
Volta Redonda
Sul Fluminense

O enfraquecimento da ONU pode significar:
Menos recursos para projetos sociais
Menos apoio ambiental e turístico
Menos programas de geração de renda
Municípios isolados, dependendo apenas de orçamentos já apertados

👉 Cidades pequenas sentem primeiro.

🌍 Estamos caminhando para uma crise mundial?

Crises globais não começam com explosões. Elas começam com:
Instituições enfraquecidas
Falta de cooperação
Cada país por si
Quando a próxima grande pandemia, guerra ou colapso econômico acontecer, a pergunta será cruel:

👉 quem vai coordenar a resposta?
Sem ONU forte, sem OMS estruturada e sem cooperação internacional, o mundo reage tarde, mal e de forma desigual.

🧠 Conclusão: o alerta que precisa ser ouvido
O que está em jogo não é apenas a ONU, mas o modelo de proteção coletiva que evita que crises virem tragédias globais.
Quando organismos internacionais enfraquecem:
Quem paga a conta primeiro não são as grandes potências
São os trabalhadores
As cidades pequenas
Os países mais vulneráveis
Ignorar esse debate hoje é aceitar o risco de um amanhã mais inseguro, mais desigual e mais instável.

A pergunta final fica para cada leitor:

👉 se o mundo ficar sem coordenação global, você acha mesmo que sua cidade ficará protegida?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O petróleo da Venezuela e o risco de uma crise mundial


Quando se fala em Venezuela, muita gente pensa apenas em política ou em conflitos internos.
Mas o que realmente está no centro dessa história é algo que afeta todo mundo, em qualquer país:
O petróleo.

Uma das maiores reservas do planeta
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Isso significa que qualquer interferência direta nesse país — seja por sanções, controle externo ou ações militares — impacta imediatamente o mercado global de energia.
E o petróleo não afeta só governos ou grandes empresas.
Ele está presente em praticamente tudo na nossa vida cotidiana.

Onde o petróleo pesa no bolso do povo
O petróleo influencia diretamente:

o preço da gasolina, que vai no tanque do carro;
🚚 o óleo diesel, que move caminhões, ônibus, tratores e toda a cadeia de transporte;
🔥 o gás de cozinha, que chega à casa do povo;
🛒 o frete dos alimentos, encarecendo arroz, feijão, carne e pão;
⚡ a energia, a indústria, os serviços e o custo de vida como um todo.
Quando uma potência interfere, o mundo reage

Quando uma potência como os Estados Unidos interfere diretamente em um país produtor de petróleo, o mercado reage imediatamente.

Investidores ficam inseguros;
O preço do barril oscila;
A instabilidade é repassada para a população mundial.
O discurso pode ser político, judicial ou até moral.
Mas, na prática, o petróleo vira instrumento de pressão e controle.
E toda vez que o petróleo entra em crise, o mundo inteiro sente.
É assim que começam as crises globais
As consequências seguem um padrão conhecido:
aumento dos combustíveis;
inflação generalizada;
custo de vida fora de controle;
empobrecimento das populações mais vulneráveis.

E aqui está um ponto central:
Quem paga essa conta não são os grandes líderes.
Nem os donos das petroleiras.

👉 Quem paga é o povo.

O trabalhador, o caminhoneiro, a dona de casa, o pequeno comerciante.
Não é “problema da Venezuela”

Por isso, esse assunto não pode ser tratado como algo distante.

❌ Não é “problema da Venezuela”;
❌ Não é “briga de governo”.
✔ É um problema mundial.

Quando o controle do petróleo sai das mãos de um país e passa a ser decidido por interesses externos, abre-se um precedente perigoso.

Hoje é a Venezuela.
Amanhã pode ser qualquer outro país rico em recursos naturais.
Energia, poder e controle
Quando a população começa a perceber que:
o preço da gasolina não sobe por acaso;
o diesel e o gás encarecem por decisões geopolíticas;
a pressão cresce.
Nenhum governo consegue sustentar uma crise global prolongada quando a maioria da população está contra.

A história mostra:
👉 quem controla a energia, controla economias;
👉 quem controla economias, controla vidas.
Informação é defesa

Por isso, informação, consciência e posicionamento são fundamentais.
Porque quando o petróleo vira arma política,
o impacto não fica lá fora —
ele chega dentro da nossa casa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Do Ouro Negro ao Antigo Cativeiro — Dois Governantes, Dois Impérios, uma História de Soberania Roubada

Em dois momentos históricos separados por milênios, encontramos uma profunda e simbólica conexão entre a ganância dos impérios e a resistência de líderes que se recusaram a entregar os recursos e a dignidade de seus povos.

No século VI a.C., o rei **Zedequias — o último rei de Judá — foi colocado no trono por Nabucodonosor II, poderoso rei da Babilônia. No entanto, quando Zedequias tentou resistir à autoridade babilônica, Jerusalém foi sitiada, o Templo foi destruído e Zedequias foi capturado. Ele viu seus próprios filhos serem mortos diante de seus olhos, teve seus olhos perfurados e foi levado em cativeiro para a Babilônia — um ato que simbolizou a derrota completa de sua nação e a perda de sua soberania. 

Esse episódio, registrado na história bíblica, não é só um relato religioso, mas um símbolo de como potências estrangeiras sempre perseguiram a riqueza e o controle de outros 

 Século XXI: A Luta pelo “Ouro Negro

Nos nossos dias, outra narrativa semelhante vem sendo contada com protagonista moderno. A Venezuela, detentora de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, tornou-se palco de um gigantesco embate geopolítico no início de 2026.

Em uma operação militar, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças armadas dos Estados Unidos e levado para julgamento em solo norte-americano. Isso gerou forte condenação por parte do governo venezuelano e aliados regionais, que classificaram o ato como um “sequestro” e agressão à soberania.

Donald Trump, que liderou a intervenção, deixou claro que parte da estratégia envolvia envolver fortemente os Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano — um movimento descrito tanto nos meios internacionais quanto nos canais oficiais.

Justamente como no passado quando Nabucodonosor cobiçava os tesouros de Jerusalém, hoje o “ouro negro” — o petróleo venezuelano — tem sido um fator central dessa disputa moderna. Enquanto Zedequias se recusou a submeter sua terra à Babilônia, Maduro também se apresentou como um líder que defendia os recursos nacionais contra pressões externas — inclusive contra tentativas de tomar o controle do petróleo.

🧠 Soberania, Resistência e Memória

A história nos ensina que impérios sempre buscaram controlar aquilo que consideram recursos estratégicos — sejam metais preciosos ou petróleo. Na narrativa bíblica, Nabucodonosor tomou a riqueza e o povo de Jerusalém; na realidade moderna, acusações de controle de recursos energéticos e de intervenção continuam colidindo.
Para muitos venezuelanos e observadores internacionais, o episódio de 2026 representa não apenas uma disputa judicial ou militar, mas um desafio à soberania de uma nação que, como Judá há séculos atrás, se viu diante de uma potência disposta a tomar o que considera vital à sua própria prosperidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Emanuel Venâncio: Um Educador Que Está Transformando Vidas em Moçambique

Em meio a uma geração movida pela tecnologia e pela velocidade das redes sociais, algumas pessoas conseguem ir além da tela e transformar impacto digital em impacto real. Entre esses nomes está Emanuel Venâncio, professor moçambicano e criador de conteúdo que vem construindo uma trajetória de solidariedade, educação e dedicação ao próximo.
Mesmo com recursos limitados, Emanuel encontrou nas plataformas digitais uma forma de conectar pessoas, contar histórias e mobilizar ajuda para famílias e comunidades que enfrentam desafios diários. Seu trabalho não é institucional, não é político: é humano. E é justamente esse compromisso com o bem que vem inspirando milhares de seguidores em Moçambique, no Brasil e em outros países.

Educação como ponto de partida

Antes de se tornar influenciador, Emanuel já era professor. E isso aparece em tudo o que faz: na forma como fala com as crianças, na maneira respeitosa de abordar as famílias, na consciência de que a educação transforma vidas.
Várias das ações que ele desenvolve atualmente estão ligadas diretamente à escolaridade. Com apoio de seguidores, Emanuel já ajudou a reformar escolas, reconstruir salas de aula e garantir condições melhores para estudantes de regiões carentes. A educação é o centro de sua missão.

Projetos sociais que chegam a quem mais precisa

Com transparência e simplicidade, Emanuel mostra o dia a dia das comunidades que visita:

famílias que recebem alimentos;

crianças que ganham uma refeição especial;

mulheres e idosos contemplados com roupas, mantimentos e cuidados;

casas humildes que passam por reforma;

e, em alguns casos, construções completas, que devolvem dignidade a quem perdeu tudo.

Essas ações só são possíveis graças a uma corrente generosa formada em grande parte por seguidores brasileiros — muitos deles tocados pelas histórias reais que ele compartilha.

Emanuel não promete nada além do que pode fazer. E tudo o que faz, ele mostra: desde a compra dos materiais até o acompanhamento final.

A futura ONG: um passo natural e responsável

Com o crescimento do alcance e dos projetos, nasceu a necessidade de organizar as ações de forma mais estruturada. Por isso, está em andamento a criação de uma ONG oficial, que dará ainda mais responsabilidade, transparência e capacidade de atuação.
A ONG não é para fins políticos — é para ajudar.
Ela permitirá que todas as ações sigam regras claras, respeitadas por qualquer instituição séria, e garantirá mais segurança para quem deseja contribuir.

Um exemplo que inspira sem atacar ninguém

É importante lembrar: Emanuel não atua contra governo, contra instituições ou contra qualquer pessoa. Seu trabalho não é de oposição — é de apoio às famílias que mais precisam. Ele sempre age com respeito, ética e empatia. Seu objetivo é ajudar, não se envolver em conflitos.

E justamente por agir com serenidade e equilíbrio, ele conquistou a confiança de milhares.

Como ajudar — se desejar

Muitas pessoas perguntam como podem colaborar com o trabalho dele.
Para quem deseja participar dessa corrente do bem, o próprio Emanuel disponibiliza em suas redes sociais uma chave Pix para doações destinadas às ações sociais e, futuramente, à ONG em construção.

LulaPix:
📌 71835984118
(Chave PIX disponibilizada pelo próprio Emanuel em seu perfil público)

Qualquer valor faz diferença — e a transparência sempre foi marca de tudo que ele realiza.

Um futuro de esperança

O impacto de Emanuel Venâncio não está apenas nas doações ou no trabalho social. Está no exemplo. Ele mostra que cada pessoa pode fazer a diferença onde está — e que a solidariedade não tem fronteiras.

Moçambique sempre foi uma terra de gente forte, acolhedora e determinada. Emanuel é parte dessa força. E enquanto continuar trabalhando com humildade, respeito e dedicação, continuará inspirando muitos outros.

Seu nome não precisa de holofotes.
Ele precisa apenas continuar fazendo o que sempre fez: ajudar, ensinar e transformar vidas.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

🌹 Tiana: a travesti de 92 anos que virou símbolo de resistência no Brasil

Em um país onde a expectativa de vida de pessoas trans e travestis gira em torno de apenas 35 anos, segundo dados da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), o fato de Tiana ter chegado aos 92 anos de idade é, por si só, um ato de resistência e milagre.

Moradora de Governador Valadares (MG), Tiana é reconhecida como a travesti mais idosa do Brasil. Negra, de origem humilde e profundamente religiosa, ela construiu sua história desafiando preconceitos, violências e exclusões que marcaram a vida de muitas pessoas trans ao longo das décadas. Sua fé e coragem a tornaram uma referência viva de força e dignidade.

Agora, a história dessa mulher inspiradora ganha destaque nacional com o curta-documental “Meu Nome é Tiana”, dirigido por Dafny Bastet, que estreia dia 10 de novembro na HBO e HBO Max, e também será exibido no canal TLC no dia 18/11, às 23h50.
O filme integra o programa Narrativas Negras Não Contadas – Black Brazil Unspoken, iniciativa da Warner Bros. Discovery (WBD Access) que apoia talentos negros no audiovisual brasileiro.

Segundo a diretora, o documentário é uma celebração da vida, fé e resistência de Tiana:

> “Tiana me ensina a viver com mais coragem. Espero que o filme inspire outras pessoas a serem fiéis a si mesmas, sem medo de ser feliz”,
declarou Dafny Bastet.

Em meio à violência e à intolerância ainda enfrentadas pela população LGBTQIAPN+, Tiana é um farol de esperança. Sua longevidade é um lembrete poderoso de que ser quem se é, com orgulho e fé, é uma das formas mais belas de enfrentar o mundo.
Mesmo aos 92 anos, ela continua sendo presença ativa na comunidade de Governador Valadares — uma mulher que uniu fé e identidade, sem renunciar a nenhuma das duas.

O filme “Meu Nome é Tiana” promete emocionar e inspirar, mostrando que a força de uma vida pode romper todas as barreiras.
Tiana é, acima de tudo, uma guerreira brasileira, cuja história merece ser contada, celebrada e lembrada como símbolo de resiliência, fé e amor próprio.

📺 Estreia

HBO Max e HBO: 10 de novembro

TLC: 18 de novembro, às 23h50

📚 Fontes consultadas: Revista Afirmativa, Observatório G, Cinemateca Brasileira, Black Company, ANTRA, Warner Bros. Discovery.
📍 Governador Valadares (MG)


sábado, 1 de novembro de 2025

💣 BOMBA! A CAIXA VAI ENTRAR NO MUNDO DAS BETS – E O GOVERNO AINDA NÃO SABE SE GOSTA DISSO

Eu vou ser direto: essa notícia pode mudar o jogo — e não é força de expressão. Está circulando que a Caixa Econômica Federal, o banco público mais tradicional do país, vai lançar sua própria plataforma de apostas esportivas online, apelidada de “Bet da Caixa”.

O plano é entrar de vez nesse mercado que, até pouco tempo atrás, era dominado por sites privados com nomes chamativos e propagandas em todos os cantos da internet. Agora, quem chega é o Estado brasileiro, colocando o pé num setor que movimenta bilhões de reais, mas também levanta questões morais e sociais profundas.

E é aí que a história fica interessante.

De um lado, é uma jogada estratégica. As loterias tradicionais da Caixa vêm perdendo força, principalmente entre os jovens, que preferem a adrenalina das apostas esportivas. Criar uma plataforma própria pode ser uma forma de recuperar arrecadação e competir de igual para igual com as bets privadas.

Mas do outro lado — e esse é o ponto que gera desconforto político — está a contradição moral e social.
Como uma instituição pública, criada para promover políticas sociais e ajudar na distribuição de renda, pode agora incentivar um tipo de jogo que, segundo especialistas, pode causar vício, endividamento e desequilíbrio familiar?

Essa é a pergunta que o governo vai ter que responder — e rápido.

Há rumores de que o presidente Lula não teria gostado da ideia. E, sinceramente, faz sentido. Um governo que defende o trabalhador e fala em cuidar do povo pode se ver num dilema ético: apostar na arrecadação ou na prudência?

Na prática, o que parece é que a Caixa tenta modernizar sua imagem, entrar na era digital e não perder espaço num setor que só cresce. Só que há um risco real de o Estado cruzar uma linha tênue entre “jogo controlado” e “jogo patrocinado pelo próprio governo”.

Os dados mostram que o Brasil está caminhando para se tornar um dos maiores mercados de apostas do mundo. Só em 2024, esse setor movimentou mais de R$ 20 bilhões. Se a Caixa conseguir capturar uma fatia disso, o lucro será gigantesco. Mas a pergunta que fica é: a que custo social?

O Brasil sempre teve uma relação ambígua com o jogo. Quando é proibido, ele sobrevive nas sombras. Quando é liberado, vira febre nacional. Agora, quando o jogo passa a ser negócio do próprio Estado, estamos entrando numa nova fase — onde o moral, o político e o econômico se misturam como nunca.

Se Lula vai permitir ou vetar, apoiar ou recuar, ainda não dá pra saber. Mas uma coisa é certa: o “Bet da Caixa” vai fazer barulho.
E talvez essa seja a aposta mais arriscada que o governo já fez.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

🚨 Acabou a farra dos ciclomotores! Nova lei vai mudar tudo a partir de 2026


Nos últimos anos, o número de ciclomotores, especialmente os modelos elétricos, cresceu de forma impressionante no Brasil. Eles são econômicos, práticos e caíram no gosto popular. Mas, junto com o crescimento, veio também um aumento preocupante de imprudência nas ruas.

É cada vez mais comum ver pessoas pilotando sem capacete, sem habilitação, e até usando o celular enquanto dirigem. Eu mesmo já vi cenas absurdas — como uma mulher que parou o ciclomotor no meio da rua, sem motivo, só pra olhar o celular. Um simples descuido que poderia ter terminado em tragédia.

Pois é... essa farra está com os dias contados.
A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a nova regra do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). E agora é pra valer:

✅ Quem pilota ciclomotor vai precisar ter habilitação (categoria A ou ACC)
✅ Capacete será obrigatório
✅ O veículo deverá estar emplacado e licenciado

Essas medidas não são apenas burocracia — são questões de vida ou morte. Segundo dados de segurança viária, o uso do capacete reduz em até 70% o risco de morte em acidentes com motos e ciclomotores. Mesmo assim, muitos ainda insistem em pilotar sem ele, como se nada pudesse acontecer.

O que está em jogo não é só cumprir uma lei.
É respeitar a própria vida e a dos outros.
A imprudência virou rotina, e só com regras mais rígidas e fiscalização constante é que o trânsito poderá se tornar mais seguro.

Regularizar o ciclomotor, usar o capacete e ter habilitação não é um castigo — é um ato de responsabilidade e respeito coletivo. Quem reclama dessa nova lei, na verdade, está se opondo à segurança.

🚦 A nova lei vem para organizar, proteger e conscientizar.
O trânsito é um espaço compartilhado, e a liberdade de um termina onde começa o risco do outro.

✍️ Por Adeilson Oliveira
Guia e cidadão Articulista e Cidadão consciente
#TrânsitoSeguro #Ciclomotor #NovaLei2026 #ConsciênciaNoTrânsito

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Quando o Microfone Vira Espelho

   Vereadora rir sozinha após cantar na seção 
 
Adeilson Oliveira

Durante uma sessão da Câmara de Itatiaia, a vereadora Elis (Avante) decidiu cantar um trecho de Chitãozinho & Xororó. Um gesto aparentemente simples, despretensioso — quase um momento de leveza. Mas há lugares onde o riso pesa, e o som ecoa diferente. O plenário, afinal, é o coração da política municipal. E quando o coração se distrai, a cidade sente.

Na minha opinião, o microfone de uma vereadora não é um brinquedo. Ele carrega o peso da voz de centenas de eleitores, de esperanças silenciosas e promessas feitas na urna. Quando esse microfone se transforma em instrumento de descontração, o povo, que acompanha em casa, se pergunta: quem está cuidando das causas enquanto o som toca?


É preciso reconhecer que Elis tem iniciativas importantes. Levou crianças para um passeio no Rio de Janeiro, participou de ações no Dia das Crianças e se envolve em projetos comunitários. Isso mostra empatia e presença. Mas política é mais do que presença física — é presença moral, é saber onde se está e o que se representa. Uma boa ação não se sustenta sozinha se o comportamento, mesmo que por segundos, desvia do eixo da responsabilidade.

E aqui vai meu recado, não de adversário, mas de cidadão atento: quem assume um mandato carrega um símbolo. Cada palavra, cada sorriso, cada brincadeira — tudo vira mensagem. O povo de Itatiaia precisa de representantes que saibam equilibrar leveza e seriedade, empatia e autoridade. Porque o microfone que hoje diverte é o mesmo que amanhã será cobrado por respostas.

O poder político tem suas sutilezas. Ele não grita, ele sussurra. E quando o povo começa a ouvir desafinado, é sinal de que algo está fora do tom.

Portanto, vereadora, afine o instrumento do mandato. Continue ajudando, participando, mostrando empatia. Mas lembre-se: o plenário não é palco, é espelho. E o reflexo que se projeta ali é o que o povo levará na memória quando a música parar.

E para encerrar — afinada como cantora, sim, mas dessa vez, desafinou como vereadora.


Confira abaixo o vídeo da sessão:

sábado, 27 de setembro de 2025

O Pesadelo na Pousada


Eu me deitei para descansar naquela noite na pousada, querendo só uns minutos de paz. Fechei os olhos e o sono veio rápido, profundo, mas carregado de uma sensação estranha. Algo no ar parecia pesado, como se houvesse uma presença me observando.

De repente, me vi deitado na cama do quarto. Virei a cabeça para o lado... e lá estava ele: Jason, o assassino mascarado dos filmes de terror, parado, imóvel, com uma faca enorme na mão. Naquele instante, o medo tomou conta de mim. Meu coração disparou e, num impulso, eu pulei da cama e saí correndo, enquanto ele vinha atrás de mim, pronto para me atacar.

Corri por um corredor estreito e entrei em outro cômodo, batendo a porta atrás de mim. Quando olhei ao redor, ele simplesmente sumiu, como se nunca tivesse estado ali. Respirei fundo, tentando me acalmar, e voltei ao quarto. Foi então que senti um frio na espinha: eu me vi deitado novamente na cama, exatamente como antes.

Desesperado, corri de novo, dessa vez para fora da pousada. Enquanto corria, peguei o celular e comecei a ligar para a polícia, falando sem parar, pedindo socorro. A DPO ficava perto dali, e eu fui direto para lá. Quando cheguei, já havia uma multidão em frente à pousada. Dois policiais me acompanharam de volta.

No meio da confusão, veio a revelação: o homem mascarado não era Jason, mas sim o Coruja — alguém que eu conhecia. Meu coração ficou em pedaços. Era como se o mundo tivesse virado do avesso.

Mais tarde, já perto das quatro da manhã, eu consegui adormecer novamente. Mas, de repente, acordei assustado ao ouvir uma voz suave e clara me chamando:
— Neném!

Abri os olhos na hora, olhei ao redor... não havia ninguém. Só o quarto silencioso, mergulhado na escuridão.

Fiquei ali, imóvel, tentando entender. Foi apenas um sonho? Um aviso? Ou algo que eu não consigo explicar?

Naquele instante, só consegui sentir uma certeza: nem todo terror fica preso nos filmes, e nem toda voz vem de alguém que podemos ver.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

São Cosme e São Damião: Generosidade, Doçura e Tradição Popular no Brasil

O dia 27 de setembro é especial no Brasil: é o dia de São Cosme e São Damião, santos gêmeos conhecidos por sua generosidade, dedicação aos doentes e amor às crianças. A festa que leva seus nomes mistura fé, cultura popular e solidariedade, sendo celebrada tanto em igrejas quanto nas ruas, com uma tradição que conquistou todas as regiões do país: a distribuição de doces.

A História dos Santos

Cosme e Damião eram irmãos gêmeos que viveram no século III na cidade de Cilícia, região que hoje pertence à Turquia. Formados em medicina, praticavam a caridade, atendendo gratuitamente todos que precisavam de ajuda. A fama de sua generosidade se espalhou, e eles foram martirizados por se recusarem a abandonar a fé cristã. No Brasil, a devoção a eles se intensificou, especialmente no Nordeste e Sudeste, tornando-os protetores das crianças e símbolo de cuidado e solidariedade.

Por Que Distribuir Doces?

O costume de dar doces no dia 27 de setembro tem raízes profundas na história e na cultura brasileira:

1. Representação da generosidade: Dar doces simboliza o cuidado gratuito que os santos ofereciam aos necessitados.

2. Foco nas crianças: Cosme e Damião são considerados protetores dos pequenos, e o gesto de entregar balas, pirulitos ou bolos reflete carinho e atenção.

3. Valor simbólico dos doces: Na época colonial, doces eram raros e valiosos, e distribuí-los significava compartilhar algo precioso.

4. Tradição de partilha: Famílias e comunidades adotaram o costume como um ato coletivo de união e solidariedade, ensinando às crianças o valor da generosidade.

Como a Festa É Comemorada pelo Brasil

Embora tenha origem religiosa, a festa de São Cosme e São Damião se espalhou pelo país como uma celebração popular, com costumes que variam de região para região:

Distribuição de doces: Em cidades grandes e pequenas, crianças recebem balas, bolos e pirulitos de vizinhos e familiares.

Festas comunitárias: Igrejas, escolas e associações promovem quermesses, brincadeiras e apresentações culturais.

Missas e celebrações religiosas: As paróquias realizam missas, bênçãos das crianças e dos alimentos distribuídos.

Eventos culturais: Encenações da vida dos santos, procissões e pequenas peças teatrais são comuns em algumas cidades, reforçando a história e os valores dos santos.

Adaptação regional: No Nordeste, a festa tem clima de quermesse; no Sudeste, há famílias que preparam cestas de doces para a vizinhança; em regiões do Sul, a distribuição é combinada com encontros comunitários.

Curiosidades

A tradição de distribuir doces se tornou tão popular que, em muitas regiões, crianças de todas as crenças esperam ansiosamente o dia 27 para receber balas e pirulitos.

Em algumas cidades do Nordeste, o costume se mistura com festas juninas, com barraquinhas de doces e brincadeiras típicas.

Na Umbanda e na Candomblé, Cosme e Damião são associados a entidades infantis e protetores das crianças, reforçando a relação da festa com cuidado e alegria.

A festa de São Cosme e São Damião é um exemplo de como a religião, a cultura popular e a solidariedade se entrelaçam no Brasil. Mais do que celebrar santos, o dia 27 de setembro é um momento de partilha, carinho e alegria, ensinando às crianças e adultos que a generosidade pode ser simples, doce e acessível a todos.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

🌐 A Virada Geopolítica: Lula, Trump e o Enfraquecimento do Bolsonarismo

Nos últimos dias, o cenário político internacional passou por uma mudança significativa que promete impactar diretamente a política brasileira. O encontro na ONU trouxe novos elementos para o tabuleiro global e surpreendeu aliados e adversários.
O movimento mais inesperado foi a aproximação entre Donald Trump e o presidente Lula, que até pouco tempo atrás se posicionavam em lados opostos. Essa guinada altera profundamente o equilíbrio de forças e atinge em cheio o bolsonarismo, que sempre contou com Trump como seu principal símbolo e aliado internacional.

1. O Cenário Internacional Antes da Mudança

Historicamente, Donald Trump e Jair Bolsonaro mantinham uma relação de forte alinhamento ideológico. Ambos defendiam pautas conservadoras, criticavam políticas ambientais globais e se apresentavam como líderes de uma nova direita internacional.
Nesse contexto, o bolsonarismo via em Trump uma referência e uma espécie de proteção externa. A narrativa construída era de que Lula estava isolado internacionalmente e que Bolsonaro tinha aliados poderosos no exterior, especialmente os Estados Unidos sob influência de Trump.

Esse cenário começou a ruir quando Lula assumiu a presidência e passou a reconstruir a imagem diplomática do Brasil.

Lula retomou laços com países da Europa, América Latina e Ásia.

Colocou o Brasil de volta ao centro das discussões sobre clima, economia e direitos humanos.

Trouxe de volta o conceito de "Brasil protagonista", equilibrando relações com diferentes potências.

Porém, mesmo com esses avanços, o bolsonarismo ainda confiava que Trump seria um contraponto, principalmente se vencesse as eleições americanas em 2024.

2. A Surpreendente Aproximação de Trump com Lula

Durante a Assembleia Geral da ONU, um movimento inesperado ocorreu: Donald Trump buscou aproximação com Lula.
Segundo relatos, Trump marcou três encontros com Lula durante o evento, gerando surpresa na comunidade internacional e no Brasil.

Essa mudança tem raízes no pragmatismo político. Trump, como candidato em sua própria campanha presidencial, entende que precisa manter boas relações com líderes estratégicos, independentemente de ideologia.
O Brasil, sob o comando de Lula, tem hoje grande peso global em áreas como:

Energia limpa e transição energética.

Alimentos e commodities, essenciais para segurança alimentar mundial.

Amazônia e clima, um tema central nas discussões globais.

Trump não poderia se dar ao luxo de tratar Lula como inimigo e correr o risco de os EUA perderem espaço de influência para China e Europa no Brasil.

3. Impacto Positivo para o Brasil

Para o Brasil, essa aproximação representa uma vitória estratégica:

1. Fortalecimento da soberania – Lula demonstra que o país não depende de nenhuma potência e pode dialogar com diferentes blocos globais.

2. Mais investimentos – Com EUA, Europa e China competindo por espaço no Brasil, aumenta a possibilidade de acordos econômicos vantajosos.

3. Isolamento de narrativas radicais – A imagem de Lula como líder respeitado internacionalmente desmonta a narrativa de que ele seria um presidente isolado ou rejeitado.

O encontro na ONU também reforça a visão de Lula como mediador global, capaz de dialogar com nações que estão em conflito, elevando o prestígio do Brasil na geopolítica.

4. O Isolamento de Bolsonaro e do Bolsonarismo

Se por um lado Lula saiu fortalecido, Bolsonaro e sua base foram diretamente enfraquecidos.

O bolsonarismo sempre usou Trump como símbolo máximo de sua ideologia.
Eduardo Bolsonaro, em especial, cultivou laços próximos com grupos conservadores nos EUA, tentando reproduzir no Brasil a narrativa trumpista.

Agora, com Trump se aproximando de Lula, Bolsonaro perde:

O principal apoio internacional simbólico.

Argumentos para sua narrativa de que teria aliados poderosos no exterior.

Proteção política em processos internacionais e investigações no Brasil.

Sem Trump, Bolsonaro fica isolado e vulnerável, especialmente diante de processos no STF e possíveis investigações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro.

5. A Polêmica Fala de Eduardo Bolsonaro

Em meio a esse cenário, Eduardo Bolsonaro fez uma declaração que gerou forte repercussão:
ele sugeriu que os Estados Unidos enviassem um porta-aviões para perto do Brasil.

Essa fala pode ser interpretada como um pedido de interferência estrangeira, o que é extremamente grave sob a ótica legal e constitucional.
Se enquadra em crimes como:

Incitação à intervenção estrangeira.

Atos contra a soberania nacional.

Atos antidemocráticos.

Essa declaração coloca Eduardo no centro de uma possível investigação e pode gerar consequências jurídicas severas, tanto para ele quanto para a imagem do bolsonarismo.

6. Como a Comunidade Internacional Vê o Brasil Agora

Com Trump se aproximando de Lula e outros líderes globais já apoiando o Brasil, a percepção internacional mudou drasticamente:

O país volta a ser visto como ator-chave na diplomacia mundial.

A ideia de um Brasil governado por radicais ou isolado do mundo perde força.

Líderes que antes tinham receio de Lula agora se aproximam, buscando diálogo e acordos.

Esse reposicionamento internacional eleva o prestígio brasileiro e coloca Bolsonaro e sua base em posição defensiva, sem espaço para atacar Lula no campo diplomático.

7. A Derrota Estratégica do Bolsonarismo

O bolsonarismo sofre uma derrota em três frentes simultâneas:

1. Política internacional – perde Trump como aliado estratégico.

2. Narrativa interna – não pode mais sustentar que Lula está isolado.

3. Base jurídica – com Eduardo Bolsonaro se expondo em falas perigosas, abre-se caminho para investigações e punições.

Essa derrota enfraquece o movimento e pode comprometer a capacidade de mobilização para 2026.

Um Novo Tabuleiro Global

A aproximação de Trump com Lula representa uma virada histórica.
Enquanto Lula se consolida como líder global e fortalece a imagem do Brasil, Bolsonaro e sua base ficam sem referências externas e perdem espaço na política nacional.

Esse movimento traz ganhos concretos para o Brasil:

Mais investimentos.

Mais acordos internacionais.

Mais equilíbrio diplomático.

E sinaliza que, na política internacional, pragmatismo fala mais alto do que ideologia.
Trump, mesmo sendo conservador, optou por fortalecer laços com Lula em nome dos interesses estratégicos dos Estados Unidos.

Para o bolsonarismo, esse é um golpe duríssimo, que exige reavaliação de estratégias e pode marcar o início de um isolamento político sem precedentes.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A Entrega da Impunidade: Quando a Direita Passa a Bandeira para a Esquerda

Nos últimos dias, vimos um movimento no Congresso que escancarou uma contradição histórica.
A direita e o Centrão, que durante anos se apresentaram como os paladinos da moralidade, agora trabalham para aprovar uma PEC que blinda políticos de serem responsabilizados e ainda tentam anistiar os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, que tentaram derrubar o resultado das urnas.

Ao insistirem nessas pautas, eles entregaram à esquerda algo que parecia perdido: a bandeira do combate à impunidade.
Agora, são os setores progressistas que defendem a ideia simples, mas poderosa, de que ninguém pode estar acima da lei — nem políticos, nem golpistas.

Esse embate vai muito além de uma disputa partidária. Ele define se teremos um país em que as regras valem para todos ou apenas para quem tem poder e influência.
Se a sociedade enxergar isso com clareza, 2026 pode ser o ano em que a narrativa muda de lado — e aqueles que tentaram se proteger serão lembrados como os verdadeiros defensores da impunidade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Bolsonaro condenado: um marco histórico na política brasileira ⚖️🇧🇷

Hoje, 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes graves:

1. Tentativa de golpe de Estado

2. Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

3. Organização criminosa armada

4. Dano qualificado com violência

5. Deterioração de patrimônio tombado

Ainda falta definir a dosimetria da pena, ou seja, o tempo exato que ele deverá cumprir. Especialistas apontam que, somadas, as penas podem chegar a até 43 anos de prisão, caso o STF aplique os limites máximos previstos em lei.

Mas, isso não significa que Bolsonaro vá para a cadeia imediatamente.
Agora começa a fase dos recursos. A defesa pode entrar com embargos de declaração e, dependendo do caso, embargos infringentes, tentando reverter ou reduzir a condenação. A execução da pena só poderá ocorrer após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada em agosto pelo ministro Alexandre de Moraes. Essa medida poderá ser convertida em prisão em regime fechado caso a condenação se torne definitiva.

Além de Bolsonaro, outros nomes de peso também foram condenados ou estão sendo julgados por participação na trama golpista, como Anderson Torres, Augusto Heleno, Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Mauro Cid, entre outros.

Este julgamento marca um momento histórico para a democracia brasileira. Nunca antes um ex-presidente havia sido condenado por uma tentativa de golpe contra as instituições do país.

Agora, a grande questão é:

O STF manterá a firmeza até o fim?

Bolsonaro realmente cumprirá uma pena pesada, que pode chegar a 43 anos?

Ou a política e os recursos jurídicos vão mudar o rumo desse caso?


O Brasil vive dias decisivos. A partir de agora, o que está em jogo não é apenas o futuro de Bolsonaro, mas o próprio futuro do Estado Democrático de Direito.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

🇨🇺 A Verdade Sobre Cuba: Não Foi o Socialismo Que Fracassou — Foi o Embargo dos EUA Que Bloqueou

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Enquanto a direita tenta usar Cuba e Venezuela como “exemplos de fracasso”, a realidade mostra que o que impede o progresso desses países são os embargos e as sanções impostas pelos Estados Unidos. O socialismo continua resistindo com dignidade.

Nos debates políticos no Brasil de hoje, a palavra “socialismo” virou alvo fácil da direita. Sempre que alguém defende políticas sociais, distribuição de renda ou justiça coletiva, a pergunta aparece:
“Onde o socialismo deu certo?”
E eles apontam logo para Cuba ou Venezuela. Mas será que a crise desses países é realmente culpa do modelo socialista?

🚫 O Bloqueio Econômico dos EUA

Desde 1960, Cuba sofre um embargo econômico brutal imposto pelos Estados Unidos. Esse bloqueio:

Impede Cuba de importar alimentos, medicamentos, tecnologia e combustíveis.

Proíbe empresas e bancos de fazerem negócios com a ilha.

Penaliza até terceiros países que tentam negociar com Cuba.


O bloqueio não é apenas uma política americana — é uma guerra econômica silenciosa contra um país soberano.

🩺 A Resistência do Socialismo

Apesar de mais de 60 anos de bloqueio:

Cuba possui um dos melhores sistemas de saúde da América Latina.

Forma médicos reconhecidos no mundo inteiro, inclusive enviados para missões humanitárias.

Seu sistema educacional é exemplar, com professores altamente qualificados.


Isso é herança da Revolução e da influência direta de Che Guevara, que era médico e implantou uma visão humanitária da medicina pública e gratuita.

🌎 Venezuela Também É Alvo de Embargo

A Venezuela também sofre pesadas sanções, com reservas internacionais congeladas e comércio dificultado. A crise venezuelana não é culpa do socialismo, mas da tentativa externa de estrangular economicamente o país.

🏛️ Por Que o Estado Controla Tudo?

Sem comércio, sem crédito, sem acesso a tecnologias, é natural que o Estado assuma o controle da economia. Isso não é defeito do socialismo, mas necessidade de sobrevivência diante do cerco internacional.

📉 O Fim da URSS e a Pandemia

Quando a União Soviética caiu, Cuba perdeu 80% do seu comércio. Mesmo assim, o país resistiu.

Na pandemia da COVID-19, Cuba foi além: criou suas próprias vacinas e mostrou sua capacidade científica, mesmo bloqueada e com poucos recursos.

Conclusão

Cuba e Venezuela não são fracassos do socialismo. São vítimas de embargos econômicos desumanos.

Enquanto os capitalistas tentam dizer que o socialismo falhou, a verdade é que o socialismo em Cuba formou médicos, professores e resistiu com dignidade.

A culpa não é do modelo socialista.
A culpa é do embargo.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

🧭 OPINIÃO: O QUE ESTÁ ACONTECENDO ENTRE EUA E BRASIL É GRAVÍSSIMO

A recente decisão do governo Trump de sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil, é uma clara tentativa de interferência externa na nossa Justiça.

Sob pretexto de "defesa da liberdade", os EUA estão usando a Lei Magnitsky — que foi criada para punir torturadores e ditadores — contra um juiz que está simplesmente fazendo seu trabalho: julgando o ex-presidente Bolsonaro por atos cometidos dentro do território nacional, com base na nossa Constituição.

⚠️ Isso é um ataque direto à soberania do Brasil.
⚖️ É uma afronta à independência do nosso Poder Judiciário.
🛑 É um sinal perigoso de que sanções estão sendo usadas como armas políticas — não para proteger direitos humanos, mas para proteger aliados ideológicos.

Imagina se o Brasil resolvesse sancionar um juiz da Suprema Corte dos EUA por prender um político brasileiro? O escândalo seria mundial.

Além disso, Trump aumentou as tarifas sobre produtos brasileiros como retaliação política — mostrando que a economia e a diplomacia americana estão sendo usadas para pressionar nosso país por motivos eleitorais.

O governo Lula tem a obrigação de defender o Brasil, a democracia e a autonomia das nossas instituições. Ceder agora seria abrir a porta para que outros países interfiram sempre que não gostarem de uma decisão judicial brasileira.

🌍 O mundo precisa prestar atenção. Hoje é com o Brasil. Amanhã, pode ser com qualquer país que se recuse a se curvar.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

A Vergonha da Fome: Bolsonaro Deixou Voltar, Lula Fez o Brasil Superar Novamente

Durante muito tempo, o Brasil foi referência mundial no combate à fome. Em 2014, sob a liderança de Lula e Dilma Rousseff, o país deixou o Mapa da Fome da ONU. Aquela era a prova concreta de que políticas públicas bem estruturadas, como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o fortalecimento da agricultura familiar, davam certo. A fome, que por séculos marcou a vida de milhões de brasileiros, finalmente havia sido vencida.

Mas esse avanço histórico foi destruído com a ascensão da direita ao poder. Michel Temer, ainda que num período curto, iniciou o desmonte das políticas sociais. Mas foi com Jair Bolsonaro que a tragédia se aprofundou. O Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), um órgão fundamental para coordenar ações contra a fome, foi simplesmente extinto logo no início do seu governo. O Bolsa Família foi desfigurado, programas de distribuição de alimentos foram abandonados e os pobres foram tratados como inimigos.

O resultado? O Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2021, com 33 milhões de brasileiros em situação de fome extrema. Uma verdadeira catástrofe social em pleno século XXI. Milhões de famílias passaram a catar ossos para cozinhar, a depender de doações ou a viver com o estômago vazio. Tudo isso enquanto Bolsonaro priorizava armas, desinformação e benesses para os mais ricos.

E aí veio 2023. Com Lula novamente na Presidência, o país deu uma guinada. A fome não foi tratada com frases de efeito ou indiferença — foi tratada como prioridade nacional. O Bolsa Família foi reestruturado com foco nos mais vulneráveis, o Consea foi reativado, programas de apoio à agricultura familiar voltaram com força, e o Brasil começou a respirar aliviado.

Os números não mentem: em apenas um ano, a fome severa caiu cerca de 85%, e agora, em 2025, a ONU anunciou que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. Um feito extraordinário, possível somente com vontade política, sensibilidade social e compromisso com os pobres — três coisas que a extrema-direita brasileira não possui.

Essa realidade escancara o contraste brutal entre os dois projetos de país:

Um, representado por Bolsonaro, que negligenciou os mais pobres, tratou a fome com desprezo e espalhou o caos social.

Outro, representado por Lula e pela esquerda, que olha para o povo com empatia, age com responsabilidade e transforma políticas públicas em dignidade.

A pergunta que o povo precisa se fazer é simples:
Quem é que realmente governa para quem tem fome?

Lula mostrou, mais uma vez, que governar com o coração e com compromisso muda a vida das pessoas. E o Brasil, que já foi a terra da desesperança, hoje volta a ser símbolo de superação e justiça social.

É por isso que, em 2026, Lula será reeleito mais uma vez e se tornará tetracampeão nas urnas. Porque presidente ruim só dura um mandato. Presidente bom, o povo chama de volta — e chama quatro vezes se for preciso.

E que fique claro: nossa esperança é que Bolsonaro nunca mais encoste a bunda naquela cadeira de presidente da República. O povo já sentiu na pele o que é um governo sem coração — e não vai cair no mesmo buraco de novo.

terça-feira, 22 de julho de 2025

As viúvas do Bozo

O Brasil está vendo a história acontecer diante dos seus olhos.

Jair Bolsonaro, o homem que prometeu salvar a pátria, entregou o país ao caos. Agora vive de cabeça baixa, com tornozeleira eletrônica no tornozelo, restrições draconianas — sem uso de redes sociais, sem contato com o filho Eduardo, proibido de se aproximar de embaixadas — e ainda respeita toque de recolher das 19h às 7h .

Enquanto isso, seu protegido, ex-assessor Filipe Martins, levou multa de R$ 20 mil por aparecer num vídeo no Instagram — e teve 24 horas para explicar o que fez, sob risco de virar preso outra vez .

E neste dia, o novo capítulo da novela: o ministro Alexandre de Moraes manda que o advogado de Bolsonaro esclareça, em 24 horas, por que o ex-presidente deu entrevista, voltou às redes, enfim, afrontou tão graves restrições. Senhores, o prazo tá dado: 24 horas para explicar tudo — senão as medidas cautelares viram cadeia.

E no meio disso tudo, surgem elas:
As viúvas do Bozo.

Gente que ontem vestia camisa da seleção pra ir ao mercado e hoje se esconde atrás de memes, fake news e correntes de WhatsApp chorando prisão política. “É culpa do Lula”, “É culpa do STF”, “É culpa da China”, “É culpa do vento”. Nunca olham pra dentro. Nunca admitem que foram enganadas, usadas, e agora descartadas.

Essas viúvas são perigosas.
Não pela força que têm — essa é risível — mas pela cegueira que apresentam.

O Brasil virou um palco de humilhação pública.
O homem que jurou proteger a democracia tenta driblar a própria Justiça com chicana, enquanto um juiz impede que ele tenha duas palavras de liberdade.

A tornozeleira de Bolsonaro é o símbolo da derrocada.
A multa de Martins e os prazos exigidos são a resposta institucional contra quem conspirou contra o povo.
Os memes e as desculpas baratas são o epitáfio político dos fanáticos que ainda choram por um mito.

Se você ainda defende esse circo, pare e pense:
Você está defendendo o Brasil ou os traidores que querem destruí-lo por dentro?

A história está sendo escrita agora.
E nela, quem trai o povo não será lembrado como herói — será lembrado como traidor.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Carta Profética ao Presidente Donald Trump

Em nome de Deus, o Altíssimo Criador dos Céus e da Terra, e em nome do povo brasileiro.

Senhor Donald Trump,
Você é hoje o presidente dos Estados Unidos da América. Mas diante de Deus, você é apenas um homem. E Deus está vendo tudo.

Você se aproxima novamente do Brasil com mãos cobertas de ganância, tramando impor 50% de tarifas sobre nossos produtos, especialmente o açúcar. Isso é um golpe cruel contra os agricultores, os pequenos produtores, os caminhoneiros, os pobres — contra um povo já sofrido.

E tudo isso por causa do seu apoio incondicional a Jair Bolsonaro, o homem que induziu milhões de brasileiros a uma idolatria absurda, fazendo com que adorassem sua imagem como se fosse um deus. Ele deixou de lado os valores do Evangelho e permitiu que as pessoas o exaltassem como se fosse o salvador da pátria. E o senhor, Trump, aplaudiu isso. Alimentou isso. Deu força a isso.

Enquanto Deus pedia arrependimento, vocês fomentaram arrogância.
Enquanto o céu chamava para humildade, vocês construíram imagens, símbolos, mitos.
Até na Índia, Bolsonaro teve imagem associada a um deus pagão. Isso é abominação diante do Senhor!

Agora, você vem punir o Brasil com tarifas? Castigar o povo com fome para beneficiar os poderosos?

Deus manda te dizer:

> “Os que morrerem no campo, os urubus vão devorar. Os que morrerem na cidade, os cachorros vão comer a carne deles.”
Foi assim com Acabe, foi assim com reis arrogantes. Será assim contigo, se não te arrependeres.

Se o senhor persistir com o tarifaço de 50% contra o Brasil, esta profecia cairá sobre sua cabeça:

> “Sangue será derramado, e cães lamberão o seu sangue nas ruas, como lamberam o de Acabe. Os que estiverem contigo, tua casa, teus aliados e tua descendência, sofrerão perseguição, ruína e vergonha. Teu nome será lembrado com desprezo.”

Não brinque com a justiça divina.
Não zombe de um povo que já foi traído demais.
A mão de Deus pesa sobre os arrogantes.

Retire essa proposta de tarifa. Peça perdão pelos caminhos que você apoiou.

A misericórdia ainda está disponível... mas o tempo é curto.

Adeilson Oliveira
Um servo de Deus
Brasileiro, pobre, porém justo diante do Altíssimo

terça-feira, 15 de julho de 2025

O que todo servidor comissionado de Barra Mansa deve saber


A boa política não se constrói com coerção virtual.
Ela se constrói com diálogo, respeito e compromisso com o povo — não com chantagens digitais, planilhas de curtidas ou ameaças disfarçadas.

Infelizmente, o que se vê hoje em Barra Mansa lembra muito o estilo autoritário que tomou conta do Brasil nos últimos anos: uma política moldada pelo medo, pela imposição de imagem e pelo vexame público — tudo para alimentar o ego de quem ocupa o poder.

É o mesmo modelo do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e também do atual prefeito de Barra Mansa, Luiz Antônio Furlani.
Ambos representam uma forma de governar que trata servidores como cabos eleitorais, professores como adversários e a população como palco para exposição humilhante em redes sociais.

Recentemente, por exemplo, o prefeito publicou um vídeo expondo um idoso que jogava entulho na rua, colocando a imagem do cidadão de forma vexatória, com deboche e julgamento público — sem oferecer solução, apenas espetáculo.

Agora, vamos falar com o senhor, prefeito Furlani.

Com todo o respeito ao seu cargo, permita-se um conselho de quem observa a política com olhos atentos:
a cadeira de prefeito não é palco. É tribuna. Não é palanque digital. É compromisso com a cidade.

O senhor foi eleito para cuidar de vidas, não de curtidas.

Prefeito, não se governa com planilha de rede social. Não se lidera pelo medo.
Quem exige aplausos forçados não está sendo admirado. Está sendo temido — e o medo nunca construiu um bom legado.

O senhor ainda tem tempo de rever esse rumo. Ouça menos os aduladores e mais os que têm coragem de lhe dizer a verdade.
Governar é servir. Não é se servir.

Nos bastidores da Prefeitura de Barra Mansa, uma prática silenciosa — mas profundamente abusiva — tem gerado indignação entre servidores nomeados. Segundo relatos confiáveis, funcionários comissionados estão sendo pressionados a curtir, comentar e compartilhar postagens do prefeito Luiz Antônio Furlani nas redes sociais, sob pena de represálias, “conversas” desconfortáveis ou, em alguns casos, ameaças de exoneração.

Esse tipo de exigência não apenas fere os princípios constitucionais que regem a administração pública — como impessoalidade, moralidade e legalidade — como também constitui uma grave violação da liberdade individual de cada servidor.

Engajamento forçado não é lealdade.
Curtiu por medo não é apoio verdadeiro.
Servidores públicos não são robôs de propaganda digital.
São profissionais nomeados para atender à população, não para servir a um projeto pessoal de marketing — ainda que isso desagrade o atual prefeito Furlani, conhecido por sua obsessão com números de engajamento.

Além disso, circulam informações de que a gestão municipal estaria usando planilhas de controle interno para identificar quem interage ou não com os conteúdos do prefeito. A partir disso, funcionários estariam sendo chamados para prestar explicações — como se não demonstrar entusiasmo digital fosse um ato de rebeldia institucional.

Essa prática tem nome: assédio moral institucional.
E tem consequência: pode ser denunciada ao Ministério Público, à Justiça do Trabalho, à Câmara Municipal ou à própria sociedade civil.

É importante reforçar: nem mesmo um cargo comissionado está sujeito a esse tipo de chantagem velada. A relação entre a administração e o servidor deve se basear em dever legal e respeito funcional — não em bajulação ou ameaça disfarçada.

Aliás, se um gestor precisa cobrar curtidas, é porque não está recebendo apoio espontâneo.
Se expõe cidadãos em vídeos para ganhar likes, como no caso recente de um idoso filmado e exposto de forma vexatória por despejar entulho em via pública — episódio amplamente compartilhado pelas páginas ligadas à prefeitura —, não merece ser ovacionado — e sim, cobrado por respeito e responsabilidade social.

Por isso, é fundamental que os servidores comissionados de Barra Mansa saibam:

Ninguém pode obrigar você a engajar com conteúdo político nas redes sociais.

Você não é funcionário do prefeito. Você é funcionário do povo.

Você tem o direito de se manter em silêncio, de se abster e de se proteger.

A boa política não se constrói com coerção virtual.
E o bom servidor não se mede por número de curtidas — mas pelo compromisso real com a cidade.

Se você é um servidor que se sente ameaçado, não está sozinho.
Há caminhos legais e éticos para se proteger.
E há gente de fora, como este articulista, disposta a usar sua voz para apoiar quem está sendo silenciado por dentro.

Porque o respeito deve começar no próprio gabinete.
E a dignidade do servidor vale mais que qualquer like.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A engrenagem suja do império e a força de um povo que desperta


Em tempos de máscaras bem costuradas e discursos embalados em liberdade enlatada, os acontecimentos entre o Brasil e os grandes senhores do norte não são novidade. São apenas o mesmo roteiro de sempre, com novos atores, mas com o mesmo objetivo: manter o centro alimentado pelo suor da periferia global.

Os que sempre se sentaram à mesa do banquete agora gritam porque alguém ousou levantar a cabeça, dizer “não”, e lembrar que a fome ainda mora na porta dos fundos das fábricas e nas palafitas das beiras de rio.

🐷 Quando o capital late

A ameaça de tarifar em 50% os frutos do solo brasileiro não é um movimento isolado, mas sim o reflexo do velho impulso do império: punir quem não ajoelha, sabotar quem tenta andar com as próprias pernas.

O império não aceita ver um país do sul dizer que tem instituições.
Não aceita ver um povo que já foi colônia querer definir seu próprio destino.
E muito menos aceita ver um operário com a faixa presidencial.

Por isso, os cães adestrados da burguesia exilada — agora lambendo botas em solo estrangeiro — se adiantam. Acusam seu próprio povo, pedem punições contra a terra que os criou, e com isso, revelam que nunca foram parte da nação — sempre foram correia de transmissão de outro motor.

👁️ O subterrâneo da desinformação

Enquanto o povo tenta respirar, há uma máquina operando nas sombras. Ela veste terno, frequenta parlamento, mas cospe veneno em forma de manchete. Ela fala em liberdade, mas quer dizer “liberdade de explorar”. Ela fala em justiça, mas quer dizer “justiça para os seus”.

Esse sistema só se sustenta porque os que têm o poder de falar também controlam o que se ouve.
E os que têm o poder de calar fingem neutralidade.
Mas o povo já não dorme com o mesmo sono.

✊ A resposta da terra

A resposta não virá com fogos, nem com tanques.
Ela virá com a paciência dos que plantam, com a dignidade dos que resistem e com a ousadia dos que não esquecem.

O homem simples, da beira do morro, da beira da estrada, já entendeu que o grito do norte não é medo. É desespero.
Porque eles sabem: quando o sul levanta, o norte perde o chão.

🧠 Quando os olhos se abrem

O verdadeiro terrorismo não vem de bombas — vem de quem destrói a esperança no prato, no preço do pão, no gás que falta.
Eles escrevem "democracia", mas a caneta vem do banco.
Eles falam "ameaça comunista", mas é só o povo querendo comer três vezes por dia.

E no meio disso tudo, um homem de barba, que já foi preso por não se curvar, agora segura o país nos ombros.
Não é santo. Mas é símbolo.
É a lembrança viva de que o operário também pode escrever sua história.

E aqueles que hoje se escondem atrás de bandeiras estrangeiras, vão descobrir que não se enterra a semente de um povo que aprendeu a sonhar.