Nos últimos dias, o cenário político internacional passou por uma mudança significativa que promete impactar diretamente a política brasileira. O encontro na ONU trouxe novos elementos para o tabuleiro global e surpreendeu aliados e adversários.
O movimento mais inesperado foi a aproximação entre Donald Trump e o presidente Lula, que até pouco tempo atrás se posicionavam em lados opostos. Essa guinada altera profundamente o equilíbrio de forças e atinge em cheio o bolsonarismo, que sempre contou com Trump como seu principal símbolo e aliado internacional.
1. O Cenário Internacional Antes da Mudança
Historicamente, Donald Trump e Jair Bolsonaro mantinham uma relação de forte alinhamento ideológico. Ambos defendiam pautas conservadoras, criticavam políticas ambientais globais e se apresentavam como líderes de uma nova direita internacional.
Nesse contexto, o bolsonarismo via em Trump uma referência e uma espécie de proteção externa. A narrativa construída era de que Lula estava isolado internacionalmente e que Bolsonaro tinha aliados poderosos no exterior, especialmente os Estados Unidos sob influência de Trump.
Esse cenário começou a ruir quando Lula assumiu a presidência e passou a reconstruir a imagem diplomática do Brasil.
Lula retomou laços com países da Europa, América Latina e Ásia.
Colocou o Brasil de volta ao centro das discussões sobre clima, economia e direitos humanos.
Trouxe de volta o conceito de "Brasil protagonista", equilibrando relações com diferentes potências.
Porém, mesmo com esses avanços, o bolsonarismo ainda confiava que Trump seria um contraponto, principalmente se vencesse as eleições americanas em 2024.
2. A Surpreendente Aproximação de Trump com Lula
Durante a Assembleia Geral da ONU, um movimento inesperado ocorreu: Donald Trump buscou aproximação com Lula.
Segundo relatos, Trump marcou três encontros com Lula durante o evento, gerando surpresa na comunidade internacional e no Brasil.
Essa mudança tem raízes no pragmatismo político. Trump, como candidato em sua própria campanha presidencial, entende que precisa manter boas relações com líderes estratégicos, independentemente de ideologia.
O Brasil, sob o comando de Lula, tem hoje grande peso global em áreas como:
Energia limpa e transição energética.
Alimentos e commodities, essenciais para segurança alimentar mundial.
Amazônia e clima, um tema central nas discussões globais.
Trump não poderia se dar ao luxo de tratar Lula como inimigo e correr o risco de os EUA perderem espaço de influência para China e Europa no Brasil.
3. Impacto Positivo para o Brasil
Para o Brasil, essa aproximação representa uma vitória estratégica:
1. Fortalecimento da soberania – Lula demonstra que o país não depende de nenhuma potência e pode dialogar com diferentes blocos globais.
2. Mais investimentos – Com EUA, Europa e China competindo por espaço no Brasil, aumenta a possibilidade de acordos econômicos vantajosos.
3. Isolamento de narrativas radicais – A imagem de Lula como líder respeitado internacionalmente desmonta a narrativa de que ele seria um presidente isolado ou rejeitado.
O encontro na ONU também reforça a visão de Lula como mediador global, capaz de dialogar com nações que estão em conflito, elevando o prestígio do Brasil na geopolítica.
4. O Isolamento de Bolsonaro e do Bolsonarismo
Se por um lado Lula saiu fortalecido, Bolsonaro e sua base foram diretamente enfraquecidos.
O bolsonarismo sempre usou Trump como símbolo máximo de sua ideologia.
Eduardo Bolsonaro, em especial, cultivou laços próximos com grupos conservadores nos EUA, tentando reproduzir no Brasil a narrativa trumpista.
Agora, com Trump se aproximando de Lula, Bolsonaro perde:
O principal apoio internacional simbólico.
Argumentos para sua narrativa de que teria aliados poderosos no exterior.
Proteção política em processos internacionais e investigações no Brasil.
Sem Trump, Bolsonaro fica isolado e vulnerável, especialmente diante de processos no STF e possíveis investigações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro.
5. A Polêmica Fala de Eduardo Bolsonaro
Em meio a esse cenário, Eduardo Bolsonaro fez uma declaração que gerou forte repercussão:
ele sugeriu que os Estados Unidos enviassem um porta-aviões para perto do Brasil.
Essa fala pode ser interpretada como um pedido de interferência estrangeira, o que é extremamente grave sob a ótica legal e constitucional.
Se enquadra em crimes como:
Incitação à intervenção estrangeira.
Atos contra a soberania nacional.
Atos antidemocráticos.
Essa declaração coloca Eduardo no centro de uma possível investigação e pode gerar consequências jurídicas severas, tanto para ele quanto para a imagem do bolsonarismo.
6. Como a Comunidade Internacional Vê o Brasil Agora
Com Trump se aproximando de Lula e outros líderes globais já apoiando o Brasil, a percepção internacional mudou drasticamente:
O país volta a ser visto como ator-chave na diplomacia mundial.
A ideia de um Brasil governado por radicais ou isolado do mundo perde força.
Líderes que antes tinham receio de Lula agora se aproximam, buscando diálogo e acordos.
Esse reposicionamento internacional eleva o prestígio brasileiro e coloca Bolsonaro e sua base em posição defensiva, sem espaço para atacar Lula no campo diplomático.
7. A Derrota Estratégica do Bolsonarismo
O bolsonarismo sofre uma derrota em três frentes simultâneas:
1. Política internacional – perde Trump como aliado estratégico.
2. Narrativa interna – não pode mais sustentar que Lula está isolado.
3. Base jurídica – com Eduardo Bolsonaro se expondo em falas perigosas, abre-se caminho para investigações e punições.
Essa derrota enfraquece o movimento e pode comprometer a capacidade de mobilização para 2026.
Um Novo Tabuleiro Global
A aproximação de Trump com Lula representa uma virada histórica.
Enquanto Lula se consolida como líder global e fortalece a imagem do Brasil, Bolsonaro e sua base ficam sem referências externas e perdem espaço na política nacional.
Esse movimento traz ganhos concretos para o Brasil:
Mais investimentos.
Mais acordos internacionais.
Mais equilíbrio diplomático.
E sinaliza que, na política internacional, pragmatismo fala mais alto do que ideologia.
Trump, mesmo sendo conservador, optou por fortalecer laços com Lula em nome dos interesses estratégicos dos Estados Unidos.
Para o bolsonarismo, esse é um golpe duríssimo, que exige reavaliação de estratégias e pode marcar o início de um isolamento político sem precedentes.
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