O Palácio Guanabara virou uma oficina mecânica de emergência. O governador Cláudio Castro resolveu fazer um pit stop no meio da corrida, mas de um jeito que desafia as leis da física e da ética: ele quer trocar os quatro pneus com o carro a 120 km/h na Linha Vermelha.
Mudar 11 secretários de uma vez só é o desespero de quem tenta remendar o motor enquanto o veículo capota. É dança das cadeiras em ritmo de Fórmula 1, e o povo fica apenas assistindo à fumaça sair do capô. Mas o verdadeiro motivo dessa correria não é apenas o "olho grande" na vaga de Senador; é o medo da Justiça.
Com o julgamento de cassação avançando no TSE por abuso de poder, Castro prepara a renúncia para tentar "dar um perdido" no tribunal. É o famoso "sair antes que me expulsem".
Nessa debandada, o que não falta é jabuti em cima de árvore. Com 11 trocas de última hora, fica claro que não é competência técnica que guia as nomeações, mas a "mão de gente" arrumando cargo para aliados e garantindo o foro de quem fica. É tanto apadrinhado subindo nos galhos das secretarias que a árvore do Estado está prestes a desabar.
O problema de tentar essa manobra com pneu careca e o tanque na reserva é que o Rio de Janeiro já conhece esse roteiro. Pela primeira vez na história, vemos um governador abandonar o mandato no meio, não para servir ao povo em outro cargo, mas para fugir de uma cassação iminente. Castro quer pular do carro em movimento e deixar o abacaxi para um "mandato-tampão" escolhido indiretamente pela Alerj.
No fim das contas, ele parece estar tocando berrante para gado alheio: mexe em toda a estrutura pública, troca 11 nomes e faz um barulho ensurdecedor, mas o objetivo é puramente pessoal. Resta saber se o eleitor vai aceitar esse "jeitinho" ou se o carro de Cláudio Castro vai acabar no acostamento da história antes de chegar a Brasília.
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